Saúde em contexto

O estudo controlado randomizado (RCT) continuará a ser um elemento fundamental fundamental de cuidados baseados em evidências. No entanto, a disponibilidade de grandes quantidades de dados clínicos e operacionais coletados no processo de prestação de cuidados cria enormes oportunidades para aprender e melhorar a qualidade, segurança, eficiência e custo dos cuidados. De fato, há uma sinergia entre a abordagem RCT e a melhoria da qualidade da grande populaçãoestudos. Cada ECR é um processo lento e caro que pode levar anos para ser concluído, e muitas vezes há dúvidas sobre como as descobertas de um ECR são generalizáveis ​​devido às populações de amostra muito pequenas tipicamente estudadas. Por outro lado, analisar grandes quantidades de dados coletados no processo de prestação de cuidados a pacientes com uma doença específica (por exemplo, diabetes, asma, insuficiência cardíaca congestiva) pode ajudar a determinar a generalização das descobertas de um ECR enquanto melhora os desfechos . Além disso, a análise eficaz de grandes quantidades de dados obtidos em todos os ambientes de cuidados clínicos – incluindo, em última análise, a casa do paciente – cria a oportunidade para os profissionais de saúde entenderem e gerenciarem melhor os fatores ambientais e comportamentais que são os principais determinantes da saúde.

Essencialmente, os cuidados de saúde baseados em dados criam a possibilidade de transformar todos os ambientes de cuidados num ambiente de aprendizagem orientado por dados – um ambiente em que os médicos operam num sistema de melhoria de cuidados altamente sustentado e racional que lhes permite gerir de forma ideal os processos de cuidados ao recolher dados apoiar a aprendizagem contínua e a melhoria ao longo do tempo.

O futuro não é distribuído uniformemente

O crescente foco na qualidade e no custo dos cuidados, a evolução das regulamentações estaduais e federais e a ênfase crescente no reembolso por valor, em vez de transações, certamente impulsionarão agressivamente a tendência da indústria da saúde orientada por dados. Pode-se perguntar, quanto tempo vai demorar para realmente vermos os resultados dessa última revolução da saúde? Cinco anos? Dez anos? Mais longo?

Na verdade, o futuro já está aqui. Organizações de saúde inovadoras já estão demonstrando os resultados da assistência médica baseada em dados. Usando dados, Geisinger reduziu a taxa de complicações para revascularização miocárdica em 11 por cento, melhorou a mortalidade em pacientes internados em 67 por cento, aumentando a margem de contribuição para revascularização do miocárdio em 17,6 por cento e o lucro total por paciente em US $ 1.946,00.


Médicos Engajados Salvam Vidas

A importância de envolver os médicos na melhoria do custo e da qualidade do atendimento não pode ser exagerada. Eu falo com médicos muitas vezes sobre esse assunto.

Como médicos, devemos fazer o máximo para melhorar a qualidade e o custo dos cuidados. Não podemos dar desculpas sobre o quão ocupados estamos ou porque não temos controle sobre problemas de qualidade. Mas aqui está a coisa sobre melhoria de qualidade. Cada encontro com o paciente é uma oportunidade para aprender e promover métodos ideais de cuidado.

Em 1999, o Instituto de Medicina publicou seu relatório To Err Is Human , que revelou que cerca de 98.000 pessoas morrem a cada ano em hospitais dos EUA devido a erros médicos evitáveis. Isso é o equivalente a um jumbo cheio de pessoas morrendo todos os dias. Quem iria voar se as companhias aéreas tivessem tal registro? A tolerância que temos na comunidade médica para erros médicos é surpreendente. A verdade é que nós, como provedores de assistência médica, carregamos um grande fardo e precisamos possuí-lo.

Devemos ser apaixonados por melhorar a qualidade dos cuidados de saúde. Todo erro que leva ao dano ou à morte do paciente tem um impacto tremendamente negativo – não apenas para aquele paciente, mas para seus entes queridos e para a equipe de provedores que cuidavam desse paciente.

Analytics and Data Drive Physician Engagement

Os médicos têm uma tarefa muito difícil. A medicina está em constante mudança e os médicos, além de cuidar dos pacientes, mapear, faturar e administrar uma clínica, devem se manter informados sobre as atualizações médicas mais recentes. Além disso, eles devem aprender princípios de melhoria de qualidade, trabalhar em equipe e utilizar protocolos baseados em evidências, muitos dos quais foram desenvolvidos depois que eles concluíram o treinamento.

Foi minha experiência que a única coisa que ajuda os médicos a reconhecer e aceitar a necessidade de mudar a forma como eles praticam é os dados. Estive envolvido em muitos esforços de melhoria da qualidade e tive que abordar muitos médicos para informá-los de que seus resultados de qualidade ou custo não estão sendo avaliados.


Estudo mostra que reposição hormonal está associada a perda auditiva

Com os anos, a idade começa a ser sentida por qualquer pessoa, ainda mais quando vão se aproximando dos 45 anos. No caso das mulheres, o corpo sente muitas transformações próximo a essa idade diante dos impactos da menopausa. Este é um período fisiológico com um declínio dos hormônios femininos sentido de forma acentuada. Um dos sintomas sentido pelas mulheres nesta etapa de transformação é a perda de audição.

Um estudo sobre a menopausa apontou outros fatores para a perda de audição, mostrando que nesse caso, esse déficit auditivo não é causado pela menopausa. Para poder amenizar os transtornos recorrentes provocados pela redução de hormônio no organismo devido a menopausa, diversas mulheres recorrem à terapia para reposição hormonal. Mas esse tipo de tratamento pode ter como consequência alguns problemas para a saúde.

A pesquisa realizada pela Brigham and Women’s Hospital, hospital localizado em Massachusetts, Estados Unidos, mostrou que os níveis de hormônios sintéticos que permanecem no organismo da mulher no período pós-menopausa é responsável por 21% da perda auditiva gradual nessas mulheres. O estudo sobre a influência das terapias de reposição hormonal com a perda auditiva da mulher foram divulgados no início do mês de agosto de 2018.

Esse é considerado o primeiro estudo sobre a perda auditiva associada ao medicamento de reposição hormonal. Os responsáveis pelo estudo não conseguiram definir ao certo qual seria o motivo para isso acontecer. Mas, a indicação de que o uso de hormônios e a elevação das doses de estrogênio nas células ciliadas do ouvido, acabam gerando mais estímulos auditivos para o cérebro. Esse tipo de célula não são recuperadas pelo organismo assim que elas morrem.

O estudo fez comparação com mulheres que entraram na menopausa e não fizeram o uso de nenhum tipo de medicamento hormonal. Os tratamentos de reposição hormonal existentes podem ser prejudiciais ao longo prazo para a saúde auditiva das mulheres, onde o risco de uma surdez aumenta 15% ao longo de cinco anos de reposição hormonal a base de comprimidos.


Pesquisa revela que surfistas correm mais risco de adquirir super-bactérias

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, localizada no Reino Unido, revelou que os surfistas possuem até três vezes mais chances de hospedarem bactérias super-resistentes aos antibióticos do que qualquer outra pessoa. Os resultados do estudo mostram que os atletas praticantes de surfe ficam mais expostos ao contágio de bactérias super-resistentes.

Outros estudos já apontaram que os atletas desse esporte engolem até dez vezes mais a água do mar do que qualquer outra pessoa que nada habitualmente. Isso porque os surfistas caem constantemente da prancha, momento em que acabam engolindo água do mar.

Sabendo desse fato, os pesquisadores resolveram analisar algo bastante importante: se os surfistas são mais vulneráveis ao desenvolvimento dessas bactérias difíceis de serem eliminadas e que estão presentes nas águas.

Para tirar essa dúvida, os pesquisadores precisaram analisar as fezes de um total de 143 surfistas e comparar com outras 130 fezes de pessoas que nadam frequentemente em um único local, na costa do Reino Unido. Ao analisar as fezes, os pesquisadores tentaram descobrir se os surfistas, assim como banhistas, possuíam a bactéria chamada de E. coli no estômago. Essa bactéria é difícil de ser eliminada, sendo resistente até mesmo ao cefataxima, um dos antibióticos mais comumente usados nos hospitais.

O estudo que foi publicado pela revista Enviroment International revelou que do total dos surfistas, 9% deles continham a superbactérias contra 3% do total de nadadores. A conclusão do estudo é de que a bactéria E. Coli continuaria nos estômagos daqueles que constataram a presença dela mesmo que fossem submetidos a tratamento com antibiótico.

Na opinião de Anne Leonard, que é a coordenadora do estudo, esses atletas são “geralmente jovens, estão em forma e se sentem saudáveis, é pouco provável que se preocupem com sua saúde”. No caso da água contaminada, a cientistas avaliam que as bactérias são carregadas através da chuva que leva resíduos de esgoto e da produção de fazendas para o mar.

A pesquisadora aconselha que os surfistas podem evitar a ingestão das superbactérias caso venham a descansar por dois dias fora das águas, ou ainda evitar entrar no mar depois de um dia chuvoso.


Mulheres que comem mais vegetais têm menor risco de ter câncer de mama

Quem é mulher sabe da preocupação do risco do câncer de mama.

Esse é o tipo de câncer mais recorrente nas mulheres.

Um estudo realizado em Harvard, demonstrou que mulheres que consomem muitos produtos processados têm maiores chances de ter câncer de mama.

Esse estudo foi feito em larga escala e por um longo prazo. A ideia era ver de forma minuciosa os efeitos a longo prazo em mulheres que comem mais frutas e vegetais em vista de mulheres que não comem ou comem pouco esse tipo de alimento.

No final do estudo, foi confirmado que mulheres que comem menos produtos processados e comem mais frutas e vegetais, tem uma saúde melhor e menos incidência de câncer de mama.

O estudo também revelou não apenas isso, mas a quantidade desses alimentos que devem ser ingeridos por dia.

Para a melhor saúde da mulher e também para diminuir o máximo o risco do câncer de mama, o estudo comprou que mulheres que comiam de 5 a 6 porções de frutas e verduras por dia, tinham 11% a menos de chance de ter câncer de mama e outros tipos de tumores.

Essa porcentagem pode parecer pouca, mas esse calculo foi estipulado em cima de mulheres que comiam em media duas porções de frutas e legumes por dia.

Ou seja, para mulheres que comem menos que isso, ou mesmo nada, essa porcentagem é bem maior.

Eles conseguiram ser ainda mais específicos nos seus dados.

Dessas 5 ou 6 porções diárias a serem consumidas para evitar o câncer de mama e proteger a saúde da mulher, algumas porções tinham que ser bem específicas, tais como:

. Uma xícara de vegetais folhosos crus;

. Meia xícara de vegetais crus ou cozidos;

. Meia xícara de fruta crua ou cozida.

Esse estudo revela que até mesmo, pequenas mudanças na rotina, como comer algumas porções de frutas e verduras por dia, pode fazer muita diferença para a saúde da mulher a longo prazo.

 

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Tafenoquina: o mais novo esforço para combater a Malária

A malária, uma doença infecciosa causada por protozoários parasitas e transmissível pela picada de mosquitos Anopheles, acaba de ganhar uma forma de tratamento mais eficaz. Aprovada pela FDA (Food and Drug Administration), agência que desempenha papel similar à ANVISA nos EUA, a Tafenoquina mostrou-se capaz de eliminar os parasitas e também evitar um problema enfrentado no tratamento anterior: a reincidência da doença.

A atual forma de tratamento da doença envolve a administração de seu medicamento durante 14 dias. Por conta desse elevado número de doses, muitos pacientes não completam o tratamento ao perceberem uma melhora significativa dos sintomas antes do fim do ciclo pré-estabelecido. Com isso, alguns parasitas podem permanecer “adormecidos” principalmente no fígado dos pacientes e acarretar problemas tanto individuais como também de saúde coletiva.

Apesar de estarem em estado latente, ou seja não-ativo, os parasitas tanto podem se manifestar novamente e restabelecer os sintomas da doença como também podem ser transmitidos do homem para o mosquito caso a pessoa seja picada, agravando ainda mais a disseminação da doença.

O Krintafel (nome comercial da Tafenoquina) é considerado uma “conquista fenomenal” por muitos cientistas pois com apenas uma dose é capaz de eliminar os parasitas não permitindo que se alojem no fígado e assim evitando os problemas gerados pelos outros tratamentos.

A malária é uma doença endêmica em regiões equatoriais por conta da maior adaptação dos mosquitos nessas áreas e segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 1 milhão de pessoas morrem por ano por conta dela. Espera-se que a aprovação da nova terapia nos EUA possa abrir caminhos para sua validação em outros países, principalmente naqueles em que a doença é considerada endêmica.

O novo tratamento gera um ar de esperança para um problema de saúde tão grave, mas a comunidade científica reforça sobretudo a importância dos métodos de prevenção e combate ao mosquito transmissor.


Saiba qual a importância da vacina na vida e na saúde de seus filhos

Muito se fala sobre a vacinação de crianças e os riscos que esta pode acarretar à saúde.Os boatos propagados através de dados e pesquisas falsas pela internet, acabam tendo um grande peso no que se trata do assunto. Alguns pais chegam a acreditar que a vacina desencadeia reações alérgicas e até mesmo doenças, como o autismo. Essas especulações já foram dadas como falsas, porém ainda atingem uma grande parcela dos pais, que ficam inseguros a respeito e temem pela saúde e futuro de seus filhos.

Por conta disso, doenças como o sarampo, erradicado há anos, apresentam hoje novos casos. Em abril de 2014, já havia cerca de 115 casos; e em 2018 o número passou de 600 confirmados. Ainda relata a Organização Mundial da Saúde (OMS), que as taxas de vacinação nos últimos anos estão em declínio no Brasil. Deve-se lembrar que é necessária apenas uma pessoa infectada para causar novos surtos.

Segundo a plataforma do Estadão, as sociedades brasileiras de Imunizações, Infectologia e Pediatria apresentaram um documento que incentiva a população a participar de campanhas de vacinação, com intuito principal de evitar novos casos de sarampo, e também o risco de retorno da poliomielite.

Campanhas de incentivo como essa também já são oferecidas pelo governo anualmente, com propagandas e folhetos informativos. Além disso, hoje a maior parte das vacinas é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente, dando o acesso essencial à população.

A verdade é que elas são vitais para manter a saúde dos pequenos em ordem, afinal os pais não querem vê-los doentes. Previnem contra doenças como hepatite, tuberculose, tétano, rubéola, entre outras. Assim, é muito importante estar atento à caderneta de vacinas das crianças, não perder as datas das campanhas de vacinação, e ficar de olho em qual idade deve ser tomada ou reforçada cada vacina também.

 


Como evitar uma conjuntivite?

A conjuntivite nada mais é do que uma inflamação ou uma irritação da conjuntiva, que nada mais é do que uma membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna das pálpebras. A bactéria pode surgir a partir da contaminação com vírus, agentes tóxicos e alergias. Nos dois primeiros casos, é necessário tomar cuidado, já que os mesmos podem ser responsáveis por surtos ou epidemias.

Os principais sintomas se referem à coceira, a vermelhidão, ardência e visão turva. Em alguns casos mais graves, é possível que existam sintomas como secreção esbranquiçada e amarelada.

Porém, para evitar o transtorno que a conjuntivite causa, alguns cuidados podem ser muito eficazes. As mãos, por exemplo, são transmissoras da bactéria e servem como uma transportadora da mesma. A transmissão ocorre normalmente com pessoas que não tem o costume de lavar as mãos, e com a mania de passar a mão no olho toda hora e coçá-los, evitando estes hábitos, já é possível manter a saúde ocular.

Outro cuidado que se deve ter é evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas de rosto, maquiagens, frascos de colírio e pomadas. Além disso, lave as mãos antes de utiliza-los e evite que os frascos dos cosméticos encostem nos olhos, já que os dois meios há a possibilidade de contaminação.

Um outro meio para evitar possíveis contaminações, é evitar multidões e ambientes fechados, que também são propícios para o surgimento da conjuntivite. Para a proteção de todos, o ideal é que uma pessoa contagiada fique afastada do trabalho durante este período, para que o paciente possa descansar os olhos neste período, já que o incomodo tende a ser grande e situação esta, que evita a contaminação do resto da equipe. A conjuntivite viral não tem cura, entretanto é possível diminuir o desconforto. Já a bacteriana deve ter seu tratamento indicado por um médico oftalmologista, que prescreverá os colírios e antibióticos adequados. De qualquer maneira, o aconselhável é sempre buscar um médico oftalmologista, e iniciar o tratamento indicado o quanto antes.


Esclerose lateral amiotrófica: conheça o simpósio para conscientização sobre a doença

Os efeitos e tratamentos da esclerose lateral amiotrófica ainda são pouco conhecidos da população brasileira. Com base nessa constatação, teve início em São Paulo um evento que trata do assunto. Dentre os participantes, além de médicos estão diversos profissionais do segmento de saúde, pacientes e seus familiares.

Batizado de XVII Simpósio Brasileiro de Esclerose Lateral Amiotrófica, o encontro teve sua abertura em 21 de junho de 2018. Na programação do evento está presente uma série de debates e palestras acerca do tema que ainda gera muitas dúvidas para diversas pessoas.

O dia de início do simpósio, contudo, não foi escolhido ao acaso. É justamente 21 de junho que a comunidade científica adotou para simbolizar a conscientização de âmbito internacional a respeito da doença. De acordo com uma entrevista realizada pelo portal R7, Adriana Leico Oda, que preside a ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), a importância de eventos dessa natureza está em seu caráter informativo, uma vez que trata-se de algo que ainda não tem a devida divulgação.

Conforme um estudo realizado peça Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), este tipo de esclerose costuma ser percebida pelo paciente de forma bastante tardia, uma vez que seus sintomas não são muito claros. Por atrasarem o início do tratamento, muitos pacientes acabam sofrendo consequências ainda piores. Segundo a pesquisa, estima-se que haja uma demora média de 23 meses até que o diagnóstico seja de fato realizado.

Tratando-se de uma doença degenerativa, pesquisadores afirmam que ao se esperar em torno de 2 anos até que se descubra a ELA, muitos danos já foram ocasionados ao paciente. Daí a importância de se procurar saber mais sobre a moléstia.

O debate de abertura do simpósio tratou da presença da esclerose lateral amiotrófica entre as demais doenças consideradas raras no país. Outros assuntos, entretanto, compuseram a pauta do evento, tais como síndromes que podem estar relacionadas com a doença, diagnóstico, protocolos de tratamento e as dúvidas mais frequentes que podem estar associadas ao tema.

O simpósio também marca a estreia de um filme que trata da rotina de uma portadora de esclerose lateral amiotrófica. Produzido por Leide Jacob, cuja mãe foi diagnosticada com a doença, o material traz poesias produzidas apenas com o piscar dos olhos, uma vez que a paciente passou a possuir apenas o movimento ocular.

 

Saiba mais:

http://noticias.r7.com/saude/evento-discute-quadro-da-esclerose-lateral-amiotrofica-no-brasil-22062018


Risco de atraso na linguagem pode aumentar com uso de paracetamol na gravidez

Uma nova pesquisa realizada pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – e pelo Ministério da Saúde, revelou que o número de brasileiros que estão em situação de excesso de peso ou obesidade teve um aumento considerável nos últimos anos. Os dados que foram divulgados no dia 15 de janeiro de 2018, fazem parte de um levantamento feito pela Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – no ano de 2016.

O estudo que contou com informações de mais de 53 mil voluntários espalhados por todo o Brasil, revelou que a parcela de pessoas adultas que contam com planos de saúde e são obesas teve um aumento de 41,6% entre o período de 2008 e 2016.

Segundo os órgãos representantes da pesquisa, o estudo contou com valores superiores a 30 pontos em relação ao IMC – Índice de Massa Corporal – para considerar uma pessoa obesa, sendo que esses dados foram obtidos através de uma entrevista por telefone.

Atualmente, a OMS – Organização Mundial da Saúde -, utiliza o IMC como um dos principais parâmetros para determinar se uma pessoa está com o peso ideal para a sua altura. Com base nesse parâmetro, em 2016, um total de 17,7% das pessoas que possuem planos de saúde estavam obesos, sendo que em 2008 esse total era de 12,5%.

Além disso, a pesquisa ainda identificou o problema nas diferentes regiões do país, onde foi constatado que cinco capitais brasileiras alcançaram o registro de 20% dos habitantes que tem plano de saúde com obesidade em 2016.

Essas capitais foram: Manaus, com o índice mais elevado em 22,3%; Macapá, com o índice em 20,8%; Rio de janeiro, com um total de 20,5%; João Pessoa, com 20,2% e a capital de Aracaju, com 20%. Já o menor percentual foi encontrado no Distrito Federal e Palmas, cada um com 13,4%.

A pesquisa também apontou que os adultos com IMC acima de 25 pontos, são considerados pela OMS em situação de excesso de peso, e chegaram a uma proporção de 53,7% em 2016. Em comparação com 2008, esse número era de 46,5%.