Mulheres que comem mais vegetais têm menor risco de ter câncer de mama

Quem é mulher sabe da preocupação do risco do câncer de mama.

Esse é o tipo de câncer mais recorrente nas mulheres.

Um estudo realizado em Harvard, demonstrou que mulheres que consomem muitos produtos processados têm maiores chances de ter câncer de mama.

Esse estudo foi feito em larga escala e por um longo prazo. A ideia era ver de forma minuciosa os efeitos a longo prazo em mulheres que comem mais frutas e vegetais em vista de mulheres que não comem ou comem pouco esse tipo de alimento.

No final do estudo, foi confirmado que mulheres que comem menos produtos processados e comem mais frutas e vegetais, tem uma saúde melhor e menos incidência de câncer de mama.

O estudo também revelou não apenas isso, mas a quantidade desses alimentos que devem ser ingeridos por dia.

Para a melhor saúde da mulher e também para diminuir o máximo o risco do câncer de mama, o estudo comprou que mulheres que comiam de 5 a 6 porções de frutas e verduras por dia, tinham 11% a menos de chance de ter câncer de mama e outros tipos de tumores.

Essa porcentagem pode parecer pouca, mas esse calculo foi estipulado em cima de mulheres que comiam em media duas porções de frutas e legumes por dia.

Ou seja, para mulheres que comem menos que isso, ou mesmo nada, essa porcentagem é bem maior.

Eles conseguiram ser ainda mais específicos nos seus dados.

Dessas 5 ou 6 porções diárias a serem consumidas para evitar o câncer de mama e proteger a saúde da mulher, algumas porções tinham que ser bem específicas, tais como:

. Uma xícara de vegetais folhosos crus;

. Meia xícara de vegetais crus ou cozidos;

. Meia xícara de fruta crua ou cozida.

Esse estudo revela que até mesmo, pequenas mudanças na rotina, como comer algumas porções de frutas e verduras por dia, pode fazer muita diferença para a saúde da mulher a longo prazo.

 

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Tafenoquina: o mais novo esforço para combater a Malária

A malária, uma doença infecciosa causada por protozoários parasitas e transmissível pela picada de mosquitos Anopheles, acaba de ganhar uma forma de tratamento mais eficaz. Aprovada pela FDA (Food and Drug Administration), agência que desempenha papel similar à ANVISA nos EUA, a Tafenoquina mostrou-se capaz de eliminar os parasitas e também evitar um problema enfrentado no tratamento anterior: a reincidência da doença.

A atual forma de tratamento da doença envolve a administração de seu medicamento durante 14 dias. Por conta desse elevado número de doses, muitos pacientes não completam o tratamento ao perceberem uma melhora significativa dos sintomas antes do fim do ciclo pré-estabelecido. Com isso, alguns parasitas podem permanecer “adormecidos” principalmente no fígado dos pacientes e acarretar problemas tanto individuais como também de saúde coletiva.

Apesar de estarem em estado latente, ou seja não-ativo, os parasitas tanto podem se manifestar novamente e restabelecer os sintomas da doença como também podem ser transmitidos do homem para o mosquito caso a pessoa seja picada, agravando ainda mais a disseminação da doença.

O Krintafel (nome comercial da Tafenoquina) é considerado uma “conquista fenomenal” por muitos cientistas pois com apenas uma dose é capaz de eliminar os parasitas não permitindo que se alojem no fígado e assim evitando os problemas gerados pelos outros tratamentos.

A malária é uma doença endêmica em regiões equatoriais por conta da maior adaptação dos mosquitos nessas áreas e segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 1 milhão de pessoas morrem por ano por conta dela. Espera-se que a aprovação da nova terapia nos EUA possa abrir caminhos para sua validação em outros países, principalmente naqueles em que a doença é considerada endêmica.

O novo tratamento gera um ar de esperança para um problema de saúde tão grave, mas a comunidade científica reforça sobretudo a importância dos métodos de prevenção e combate ao mosquito transmissor.


Saiba qual a importância da vacina na vida e na saúde de seus filhos

Muito se fala sobre a vacinação de crianças e os riscos que esta pode acarretar à saúde.Os boatos propagados através de dados e pesquisas falsas pela internet, acabam tendo um grande peso no que se trata do assunto. Alguns pais chegam a acreditar que a vacina desencadeia reações alérgicas e até mesmo doenças, como o autismo. Essas especulações já foram dadas como falsas, porém ainda atingem uma grande parcela dos pais, que ficam inseguros a respeito e temem pela saúde e futuro de seus filhos.

Por conta disso, doenças como o sarampo, erradicado há anos, apresentam hoje novos casos. Em abril de 2014, já havia cerca de 115 casos; e em 2018 o número passou de 600 confirmados. Ainda relata a Organização Mundial da Saúde (OMS), que as taxas de vacinação nos últimos anos estão em declínio no Brasil. Deve-se lembrar que é necessária apenas uma pessoa infectada para causar novos surtos.

Segundo a plataforma do Estadão, as sociedades brasileiras de Imunizações, Infectologia e Pediatria apresentaram um documento que incentiva a população a participar de campanhas de vacinação, com intuito principal de evitar novos casos de sarampo, e também o risco de retorno da poliomielite.

Campanhas de incentivo como essa também já são oferecidas pelo governo anualmente, com propagandas e folhetos informativos. Além disso, hoje a maior parte das vacinas é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente, dando o acesso essencial à população.

A verdade é que elas são vitais para manter a saúde dos pequenos em ordem, afinal os pais não querem vê-los doentes. Previnem contra doenças como hepatite, tuberculose, tétano, rubéola, entre outras. Assim, é muito importante estar atento à caderneta de vacinas das crianças, não perder as datas das campanhas de vacinação, e ficar de olho em qual idade deve ser tomada ou reforçada cada vacina também.

 


Como evitar uma conjuntivite?

A conjuntivite nada mais é do que uma inflamação ou uma irritação da conjuntiva, que nada mais é do que uma membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna das pálpebras. A bactéria pode surgir a partir da contaminação com vírus, agentes tóxicos e alergias. Nos dois primeiros casos, é necessário tomar cuidado, já que os mesmos podem ser responsáveis por surtos ou epidemias.

Os principais sintomas se referem à coceira, a vermelhidão, ardência e visão turva. Em alguns casos mais graves, é possível que existam sintomas como secreção esbranquiçada e amarelada.

Porém, para evitar o transtorno que a conjuntivite causa, alguns cuidados podem ser muito eficazes. As mãos, por exemplo, são transmissoras da bactéria e servem como uma transportadora da mesma. A transmissão ocorre normalmente com pessoas que não tem o costume de lavar as mãos, e com a mania de passar a mão no olho toda hora e coçá-los, evitando estes hábitos, já é possível manter a saúde ocular.

Outro cuidado que se deve ter é evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas de rosto, maquiagens, frascos de colírio e pomadas. Além disso, lave as mãos antes de utiliza-los e evite que os frascos dos cosméticos encostem nos olhos, já que os dois meios há a possibilidade de contaminação.

Um outro meio para evitar possíveis contaminações, é evitar multidões e ambientes fechados, que também são propícios para o surgimento da conjuntivite. Para a proteção de todos, o ideal é que uma pessoa contagiada fique afastada do trabalho durante este período, para que o paciente possa descansar os olhos neste período, já que o incomodo tende a ser grande e situação esta, que evita a contaminação do resto da equipe. A conjuntivite viral não tem cura, entretanto é possível diminuir o desconforto. Já a bacteriana deve ter seu tratamento indicado por um médico oftalmologista, que prescreverá os colírios e antibióticos adequados. De qualquer maneira, o aconselhável é sempre buscar um médico oftalmologista, e iniciar o tratamento indicado o quanto antes.


Esclerose lateral amiotrófica: conheça o simpósio para conscientização sobre a doença

Os efeitos e tratamentos da esclerose lateral amiotrófica ainda são pouco conhecidos da população brasileira. Com base nessa constatação, teve início em São Paulo um evento que trata do assunto. Dentre os participantes, além de médicos estão diversos profissionais do segmento de saúde, pacientes e seus familiares.

Batizado de XVII Simpósio Brasileiro de Esclerose Lateral Amiotrófica, o encontro teve sua abertura em 21 de junho de 2018. Na programação do evento está presente uma série de debates e palestras acerca do tema que ainda gera muitas dúvidas para diversas pessoas.

O dia de início do simpósio, contudo, não foi escolhido ao acaso. É justamente 21 de junho que a comunidade científica adotou para simbolizar a conscientização de âmbito internacional a respeito da doença. De acordo com uma entrevista realizada pelo portal R7, Adriana Leico Oda, que preside a ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), a importância de eventos dessa natureza está em seu caráter informativo, uma vez que trata-se de algo que ainda não tem a devida divulgação.

Conforme um estudo realizado peça Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), este tipo de esclerose costuma ser percebida pelo paciente de forma bastante tardia, uma vez que seus sintomas não são muito claros. Por atrasarem o início do tratamento, muitos pacientes acabam sofrendo consequências ainda piores. Segundo a pesquisa, estima-se que haja uma demora média de 23 meses até que o diagnóstico seja de fato realizado.

Tratando-se de uma doença degenerativa, pesquisadores afirmam que ao se esperar em torno de 2 anos até que se descubra a ELA, muitos danos já foram ocasionados ao paciente. Daí a importância de se procurar saber mais sobre a moléstia.

O debate de abertura do simpósio tratou da presença da esclerose lateral amiotrófica entre as demais doenças consideradas raras no país. Outros assuntos, entretanto, compuseram a pauta do evento, tais como síndromes que podem estar relacionadas com a doença, diagnóstico, protocolos de tratamento e as dúvidas mais frequentes que podem estar associadas ao tema.

O simpósio também marca a estreia de um filme que trata da rotina de uma portadora de esclerose lateral amiotrófica. Produzido por Leide Jacob, cuja mãe foi diagnosticada com a doença, o material traz poesias produzidas apenas com o piscar dos olhos, uma vez que a paciente passou a possuir apenas o movimento ocular.

 

Saiba mais:

http://noticias.r7.com/saude/evento-discute-quadro-da-esclerose-lateral-amiotrofica-no-brasil-22062018


Risco de atraso na linguagem pode aumentar com uso de paracetamol na gravidez

Uma nova pesquisa realizada pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – e pelo Ministério da Saúde, revelou que o número de brasileiros que estão em situação de excesso de peso ou obesidade teve um aumento considerável nos últimos anos. Os dados que foram divulgados no dia 15 de janeiro de 2018, fazem parte de um levantamento feito pela Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – no ano de 2016.

O estudo que contou com informações de mais de 53 mil voluntários espalhados por todo o Brasil, revelou que a parcela de pessoas adultas que contam com planos de saúde e são obesas teve um aumento de 41,6% entre o período de 2008 e 2016.

Segundo os órgãos representantes da pesquisa, o estudo contou com valores superiores a 30 pontos em relação ao IMC – Índice de Massa Corporal – para considerar uma pessoa obesa, sendo que esses dados foram obtidos através de uma entrevista por telefone.

Atualmente, a OMS – Organização Mundial da Saúde -, utiliza o IMC como um dos principais parâmetros para determinar se uma pessoa está com o peso ideal para a sua altura. Com base nesse parâmetro, em 2016, um total de 17,7% das pessoas que possuem planos de saúde estavam obesos, sendo que em 2008 esse total era de 12,5%.

Além disso, a pesquisa ainda identificou o problema nas diferentes regiões do país, onde foi constatado que cinco capitais brasileiras alcançaram o registro de 20% dos habitantes que tem plano de saúde com obesidade em 2016.

Essas capitais foram: Manaus, com o índice mais elevado em 22,3%; Macapá, com o índice em 20,8%; Rio de janeiro, com um total de 20,5%; João Pessoa, com 20,2% e a capital de Aracaju, com 20%. Já o menor percentual foi encontrado no Distrito Federal e Palmas, cada um com 13,4%.

A pesquisa também apontou que os adultos com IMC acima de 25 pontos, são considerados pela OMS em situação de excesso de peso, e chegaram a uma proporção de 53,7% em 2016. Em comparação com 2008, esse número era de 46,5%.



Exame capaz de detectar oito tipos de câncer é desenvolvido por pesquisadores

Detectar um câncer precocemente aumenta as chances de cura e é um dos maiores desafios enfrentados pela oncologia. Um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu uma maneira de identificar oito tipos de câncer através de exames de sangue. A edição da revista Science apresentou a tecnologia que faz uso minucioso através da análise genética, que ainda precisa de testes. O método poderá ser uma alternativa mais prática para diagnosticar a doença.

“A identificação precoce do cancro é algo fundamental para diminuir a mortalidade, pois os tumores são tratados mais facilmente antes de virar metástase”, disse o professor de oncologia e patologia do Centro de Câncer Johns Hopkins e um dos principais autor do estudo, Nickolas Papapdopoulos.

O exame desenvolvido pelos pesquisadores tem como principal foco oito tipos de tumores mais comuns, sendo de ovário, mama, pulmão, estômago, fígado, pâncreas, colorretal e esôfago.

Uma das motivações da equipe foi desenvolver uma alternativa de diagnóstico menos invasiva ao paciente, pois as tecnologias utilizadas atualmente usam procedimentos mais complexos.

Cientistas italianos e australianos colaboraram no desenvolvimento do método, que se chama CancerSEEK que significa uma análise no qual se verifica a presença de 16 genes de câncer e 10 níveis de proteínas circulantes e sinais biológicos de cancro nas amostras sanguíneas.

Os testes foram realizados com 1.005 pacientes com diagnóstico de tumores em fase pré-metastática, e em 850 pessoas saudáveis.

O exame identificou tumores com sensibilidade de 69% a 98% variando do tipo da doença, e em algumas ocasiões disponibilizou informações sobre o tecido do câncer, uma informação dificilmente encontrada em testes atuais.

Os pesquisadores acreditam que essa é uma ferramenta que poderá ser utilizada na análise de outros tumores também. Papadopoulos destaca que a sensibilidade do teste para outros cancros precisa de uma avaliação em futuros estudos. “Nossa pesquisa estabelece um fundamento conceitual de praticidade dos exames de sangue único e de análise múltipla, porém para estabelecer a utilidade clínica do CancerSEEK e demonstrar que ele salva as pessoas, será preciso estudos prospectivos de todos os tipos de tumor em uma grande parte da população. Será preciso estudos maiores para a exploração mais específica, com sensibilidade e refinamento do teste” defende ele.


Substância gerada por proteínas é responsável por alimentar o câncer

Uma nova pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Columbia, localizada nos Estados Unidos, descobriu que o câncer se alimenta de duas proteínas, que quando combinadas, se transformam em uma espécie de “droga”. Publicado pela revista Nature no dia 4 de janeiro de 2018, o estudo é de autoria de pesquisadores italianos.

Os cientistas explicaram que essa substância obtida através da união das duas proteínas chamadas de TACC 3 e FGFR 3, é responsável por alimentar os tumores do câncer, fazendo com que eles fiquem nutridos e cada vez mais forte. A substância tem efeito similar a uma droga, pois torna o tumor viciado na substância.

Segundo o resultado de conclusão da pesquisa, essas duas proteínas quando estão associadas acabam por acelerar o processo de produção de energia que o tumor se alimenta, fazendo com que a pessoa venha a desenvolver um câncer.

O líder da pesquisa, Antonio Lavarone, revelou sobre a pesquisa: “Agora sabemos que este gene de fusão é um dos mais comuns em todas as formas de câncer”. Lavarone ainda explicou que essa nova descoberta científica permite que os cientistas possam explorar a ideia de “novos objetivos terapêuticos para um tratamento mais eficaz do câncer”. Segundo Lavarone, ao destruir a substância no organismo o tumor deixará de se alimentar, o que fará com que ele pare de crescer e finalmente “morra de fome”. As perspectivas a partir desse estudo é de que a cura para o câncer possa ser feita com esse conceito simples.

Essa substância notada pelos cientistas foi observada em tumores no glioblastoma, que é atualmente o tipo de tumor cerebral considerado mais agressivo. Foi observando esse tumor que os pesquisadores puderam perceber que o tumor se alimenta da substância gerada pelas duas proteínas combinadas simultaneamente.

A hipótese dos cientistas é de que essas duas proteínas sejam responsáveis por alimentar os tumores de mama, pescoço e útero. Ainda há a especulação de que outros tumores espalhados pelo corpo possam se alimentar dessa substância gerada pelas duas proteínas, mas até o momento os cientistas consideram poder curar pelo menos alguns tipos de câncer.

 


Estados Unidos venderá terapia genética que corrige cegueira por R$ 27 milhões

Os Estados Unidos irão fornecer terapia genética contra a degeneração hereditária da retina – condição que pode levar a cegueira total – por US$ 850 mil. O medicamento é administrado em uma única dose e corrige as mutações no gene que causa a cegueira. Esse gene conhecido como RPE65 fornece instruções para reações químicas da visão normal que são essenciais.

Em meio a debates sobre o preço alto dos medicamentos no EUA, especialmente os inovadores, o Luxturna ainda é o primeiro medicamento norte-americano baseado na terapia genética.

O custo do medicamento será de US$ 425 mil por cada olho, porém o preço final ficará abaixo de US$ 1 milhão, que era o estimado no início quando foi autorizado pela agência de medicamentos dos EUA, em dezembro de 2017. Os exames realizados para a comprovação da eficácia do Luxturna foi comparado em 9 de cada 10 pacientes testados, pelo menos durante um período de dois anos e meio, obtendo bons resultados.

Atualmente nos Estados Unidos, 2 mil pessoas vivem com a doença, que faz com que a pessoa perca a visão ao longo do tempo até virar uma cegueira completa.

O tratamento realizado em cada olho com o Luxturna é realizado em dias separados, com no mínimo seis dias entre os procedimentos cirúrgicos. Ele é realizado através de injeção subretiniana por um médico com experiência na realização de cirurgia intraocular. As reações adversas do tratamento vão de vermelhidão no olho até a catarata.

Os pacientes com tratamento não efetivo serão reembolsados pela empresa e os pagamentos serão autorizados por etapas, informou o France Presse. A empresa segue a tendência dos laboratórios de biotecnologia, e continua com enfoque adotado pelo Novartis, um laboratório na Suíça que comercializa o Kymriah, utilizado no tratamento de leucemia em crianças e adultos.

O medicamento Spinoza, também segue os padrões, que é utilizado para o tratamento de atrofia muscular desenvolvido pela Biogen, Ionis Pharmaceuticals e do Soliris, que trata doenças renais fabricado pela Alexion Pharmaceuticals. O preço médio de ambos é de US$ 750 mil.

O medicamento considerado como o mais caro do mundo é o Glybera utilizado para o tratamento de diversas doenças genéticas, comercializado pela grupo holandês UniQure por US$ 1 milhão.

 


Jorge Moll informa sobre a adoção de mecanismos tecnológicos para melhorias na área da saúde

Aplicada em diversos segmentos, a tecnologia tem ganhado cada vez mais destaque na área da saúde. Segundo reporta o médico Jorge Moll Neto, os Estados Unidos saem na frente quando o assunto transita pelo campo tecnológico, efeito que se observa também na maneira como o país aprimora seus atendimentos médicos. Conforme salienta o profissional, o Vale do Silício é um dos principais pontos do território americano em se tratando de novidades revolucionárias, já que de lá saem as maiores invenções para o aprimoramento da experiência entre pacientes e profissionais do setor.

Jorge Moll informa que um dos maiores representantes do segmento médico dos Estados Unidos decidiu visitar o Brasil para a apresentação, por meio de palestras, das mais recentes descobertas úteis à prática da medicina. Trata-se de Albert Chan, que é incumbido da vice-presidência em inovação do grupo norte-americano Sutter Health, uma instituição que atualmente situa-se em segundo lugar no que se refere à qualidade dos atendimentos prestados no país, sobretudo pelo fato de seus gestores incluírem inovações tecnológicas no cotidiano da organização.

Entusiasta de se aliar tecnologia à saúde, o médico americano promoveu alguns debates acerca dessa nova forma de oferecer atendimento aos usuários. Jorge Moll noticia que o modo como cada indivíduo deve ser acolhido nas consultas foi outro aspecto visto por ele como passível de ser melhorado por meio de mecanismos tecnológicos. Assim sendo, o palestrante fez questão de enfatizar que o Google Glass foi uma invenção determinante para que as interações na área médica se tornassem mais eficientes, uma vez que atua sob comandos de voz.

Dentre as vantagens de se empregar o Google Glass nos atendimentos, Chan elencou três: a humanização aumentada em todas as consultas médicas, a promoção de maior atenção direcionada ao paciente e um crescente aumento no percentual de segurança quanto aos diagnósticos realizados. Esses benefícios, contudo, seriam ocasionados em razão de não se gastar tanto tempo com preenchimento de fichas, por exemplo. Com isso, ocorre também a gradual eliminação da necessidade de se possuir arquivos de papel, pois o equipamento é capaz de armazenar os dados a ele fornecidos, de maneira que informações poderiam ser resgatadas sempre que fosse preciso.

O médico Jorge Moll esclarece que, com a adoção do dispositivo citado por seu colega norte-americano, a rotina de clínicas e demais estabelecimentos de saúde seria modificada. Isso se deve ao fato de que todas as informações processadas poderiam ser acondicionadas de maneira remota, além de revisadas pelos médicos responsáveis pelos atendimentos. Com o tempo melhor aproveitado, estima-se que os níveis de produtividade seriam positivamente influenciados pelo uso do Google Glass, assinala o médico brasileiro.

A presença de outros dispositivos tecnológicos no momento de se prestar atendimentos aos pacientes constitui uma forte tendência para o segmento, destaca Jorge Moll com base nos esclarecimentos de Albert Chan. Tablets e smartphones foram citados pelo americano como equipamentos que permitem ampliar o campo de possibilidades da área médica através do uso crescente de aplicativos específicos, sem que seja preciso que os profissionais envolvidos recorram a outras formas obsoletas de atendimento.