Esclerose lateral amiotrófica: conheça o simpósio para conscientização sobre a doença

Os efeitos e tratamentos da esclerose lateral amiotrófica ainda são pouco conhecidos da população brasileira. Com base nessa constatação, teve início em São Paulo um evento que trata do assunto. Dentre os participantes, além de médicos estão diversos profissionais do segmento de saúde, pacientes e seus familiares.

Batizado de XVII Simpósio Brasileiro de Esclerose Lateral Amiotrófica, o encontro teve sua abertura em 21 de junho de 2018. Na programação do evento está presente uma série de debates e palestras acerca do tema que ainda gera muitas dúvidas para diversas pessoas.

O dia de início do simpósio, contudo, não foi escolhido ao acaso. É justamente 21 de junho que a comunidade científica adotou para simbolizar a conscientização de âmbito internacional a respeito da doença. De acordo com uma entrevista realizada pelo portal R7, Adriana Leico Oda, que preside a ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), a importância de eventos dessa natureza está em seu caráter informativo, uma vez que trata-se de algo que ainda não tem a devida divulgação.

Conforme um estudo realizado peça Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), este tipo de esclerose costuma ser percebida pelo paciente de forma bastante tardia, uma vez que seus sintomas não são muito claros. Por atrasarem o início do tratamento, muitos pacientes acabam sofrendo consequências ainda piores. Segundo a pesquisa, estima-se que haja uma demora média de 23 meses até que o diagnóstico seja de fato realizado.

Tratando-se de uma doença degenerativa, pesquisadores afirmam que ao se esperar em torno de 2 anos até que se descubra a ELA, muitos danos já foram ocasionados ao paciente. Daí a importância de se procurar saber mais sobre a moléstia.

O debate de abertura do simpósio tratou da presença da esclerose lateral amiotrófica entre as demais doenças consideradas raras no país. Outros assuntos, entretanto, compuseram a pauta do evento, tais como síndromes que podem estar relacionadas com a doença, diagnóstico, protocolos de tratamento e as dúvidas mais frequentes que podem estar associadas ao tema.

O simpósio também marca a estreia de um filme que trata da rotina de uma portadora de esclerose lateral amiotrófica. Produzido por Leide Jacob, cuja mãe foi diagnosticada com a doença, o material traz poesias produzidas apenas com o piscar dos olhos, uma vez que a paciente passou a possuir apenas o movimento ocular.

 

Saiba mais:

http://noticias.r7.com/saude/evento-discute-quadro-da-esclerose-lateral-amiotrofica-no-brasil-22062018