Saiba qual a importância da vacina na vida e na saúde de seus filhos

Muito se fala sobre a vacinação de crianças e os riscos que esta pode acarretar à saúde.Os boatos propagados através de dados e pesquisas falsas pela internet, acabam tendo um grande peso no que se trata do assunto. Alguns pais chegam a acreditar que a vacina desencadeia reações alérgicas e até mesmo doenças, como o autismo. Essas especulações já foram dadas como falsas, porém ainda atingem uma grande parcela dos pais, que ficam inseguros a respeito e temem pela saúde e futuro de seus filhos.

Por conta disso, doenças como o sarampo, erradicado há anos, apresentam hoje novos casos. Em abril de 2014, já havia cerca de 115 casos; e em 2018 o número passou de 600 confirmados. Ainda relata a Organização Mundial da Saúde (OMS), que as taxas de vacinação nos últimos anos estão em declínio no Brasil. Deve-se lembrar que é necessária apenas uma pessoa infectada para causar novos surtos.

Segundo a plataforma do Estadão, as sociedades brasileiras de Imunizações, Infectologia e Pediatria apresentaram um documento que incentiva a população a participar de campanhas de vacinação, com intuito principal de evitar novos casos de sarampo, e também o risco de retorno da poliomielite.

Campanhas de incentivo como essa também já são oferecidas pelo governo anualmente, com propagandas e folhetos informativos. Além disso, hoje a maior parte das vacinas é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente, dando o acesso essencial à população.

A verdade é que elas são vitais para manter a saúde dos pequenos em ordem, afinal os pais não querem vê-los doentes. Previnem contra doenças como hepatite, tuberculose, tétano, rubéola, entre outras. Assim, é muito importante estar atento à caderneta de vacinas das crianças, não perder as datas das campanhas de vacinação, e ficar de olho em qual idade deve ser tomada ou reforçada cada vacina também.

 


Como evitar uma conjuntivite?

A conjuntivite nada mais é do que uma inflamação ou uma irritação da conjuntiva, que nada mais é do que uma membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna das pálpebras. A bactéria pode surgir a partir da contaminação com vírus, agentes tóxicos e alergias. Nos dois primeiros casos, é necessário tomar cuidado, já que os mesmos podem ser responsáveis por surtos ou epidemias.

Os principais sintomas se referem à coceira, a vermelhidão, ardência e visão turva. Em alguns casos mais graves, é possível que existam sintomas como secreção esbranquiçada e amarelada.

Porém, para evitar o transtorno que a conjuntivite causa, alguns cuidados podem ser muito eficazes. As mãos, por exemplo, são transmissoras da bactéria e servem como uma transportadora da mesma. A transmissão ocorre normalmente com pessoas que não tem o costume de lavar as mãos, e com a mania de passar a mão no olho toda hora e coçá-los, evitando estes hábitos, já é possível manter a saúde ocular.

Outro cuidado que se deve ter é evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas de rosto, maquiagens, frascos de colírio e pomadas. Além disso, lave as mãos antes de utiliza-los e evite que os frascos dos cosméticos encostem nos olhos, já que os dois meios há a possibilidade de contaminação.

Um outro meio para evitar possíveis contaminações, é evitar multidões e ambientes fechados, que também são propícios para o surgimento da conjuntivite. Para a proteção de todos, o ideal é que uma pessoa contagiada fique afastada do trabalho durante este período, para que o paciente possa descansar os olhos neste período, já que o incomodo tende a ser grande e situação esta, que evita a contaminação do resto da equipe. A conjuntivite viral não tem cura, entretanto é possível diminuir o desconforto. Já a bacteriana deve ter seu tratamento indicado por um médico oftalmologista, que prescreverá os colírios e antibióticos adequados. De qualquer maneira, o aconselhável é sempre buscar um médico oftalmologista, e iniciar o tratamento indicado o quanto antes.


Esclerose lateral amiotrófica: conheça o simpósio para conscientização sobre a doença

Os efeitos e tratamentos da esclerose lateral amiotrófica ainda são pouco conhecidos da população brasileira. Com base nessa constatação, teve início em São Paulo um evento que trata do assunto. Dentre os participantes, além de médicos estão diversos profissionais do segmento de saúde, pacientes e seus familiares.

Batizado de XVII Simpósio Brasileiro de Esclerose Lateral Amiotrófica, o encontro teve sua abertura em 21 de junho de 2018. Na programação do evento está presente uma série de debates e palestras acerca do tema que ainda gera muitas dúvidas para diversas pessoas.

O dia de início do simpósio, contudo, não foi escolhido ao acaso. É justamente 21 de junho que a comunidade científica adotou para simbolizar a conscientização de âmbito internacional a respeito da doença. De acordo com uma entrevista realizada pelo portal R7, Adriana Leico Oda, que preside a ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), a importância de eventos dessa natureza está em seu caráter informativo, uma vez que trata-se de algo que ainda não tem a devida divulgação.

Conforme um estudo realizado peça Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), este tipo de esclerose costuma ser percebida pelo paciente de forma bastante tardia, uma vez que seus sintomas não são muito claros. Por atrasarem o início do tratamento, muitos pacientes acabam sofrendo consequências ainda piores. Segundo a pesquisa, estima-se que haja uma demora média de 23 meses até que o diagnóstico seja de fato realizado.

Tratando-se de uma doença degenerativa, pesquisadores afirmam que ao se esperar em torno de 2 anos até que se descubra a ELA, muitos danos já foram ocasionados ao paciente. Daí a importância de se procurar saber mais sobre a moléstia.

O debate de abertura do simpósio tratou da presença da esclerose lateral amiotrófica entre as demais doenças consideradas raras no país. Outros assuntos, entretanto, compuseram a pauta do evento, tais como síndromes que podem estar relacionadas com a doença, diagnóstico, protocolos de tratamento e as dúvidas mais frequentes que podem estar associadas ao tema.

O simpósio também marca a estreia de um filme que trata da rotina de uma portadora de esclerose lateral amiotrófica. Produzido por Leide Jacob, cuja mãe foi diagnosticada com a doença, o material traz poesias produzidas apenas com o piscar dos olhos, uma vez que a paciente passou a possuir apenas o movimento ocular.

 

Saiba mais:

http://noticias.r7.com/saude/evento-discute-quadro-da-esclerose-lateral-amiotrofica-no-brasil-22062018


Risco de atraso na linguagem pode aumentar com uso de paracetamol na gravidez

Uma nova pesquisa realizada pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – e pelo Ministério da Saúde, revelou que o número de brasileiros que estão em situação de excesso de peso ou obesidade teve um aumento considerável nos últimos anos. Os dados que foram divulgados no dia 15 de janeiro de 2018, fazem parte de um levantamento feito pela Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – no ano de 2016.

O estudo que contou com informações de mais de 53 mil voluntários espalhados por todo o Brasil, revelou que a parcela de pessoas adultas que contam com planos de saúde e são obesas teve um aumento de 41,6% entre o período de 2008 e 2016.

Segundo os órgãos representantes da pesquisa, o estudo contou com valores superiores a 30 pontos em relação ao IMC – Índice de Massa Corporal – para considerar uma pessoa obesa, sendo que esses dados foram obtidos através de uma entrevista por telefone.

Atualmente, a OMS – Organização Mundial da Saúde -, utiliza o IMC como um dos principais parâmetros para determinar se uma pessoa está com o peso ideal para a sua altura. Com base nesse parâmetro, em 2016, um total de 17,7% das pessoas que possuem planos de saúde estavam obesos, sendo que em 2008 esse total era de 12,5%.

Além disso, a pesquisa ainda identificou o problema nas diferentes regiões do país, onde foi constatado que cinco capitais brasileiras alcançaram o registro de 20% dos habitantes que tem plano de saúde com obesidade em 2016.

Essas capitais foram: Manaus, com o índice mais elevado em 22,3%; Macapá, com o índice em 20,8%; Rio de janeiro, com um total de 20,5%; João Pessoa, com 20,2% e a capital de Aracaju, com 20%. Já o menor percentual foi encontrado no Distrito Federal e Palmas, cada um com 13,4%.

A pesquisa também apontou que os adultos com IMC acima de 25 pontos, são considerados pela OMS em situação de excesso de peso, e chegaram a uma proporção de 53,7% em 2016. Em comparação com 2008, esse número era de 46,5%.



Exame capaz de detectar oito tipos de câncer é desenvolvido por pesquisadores

Detectar um câncer precocemente aumenta as chances de cura e é um dos maiores desafios enfrentados pela oncologia. Um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu uma maneira de identificar oito tipos de câncer através de exames de sangue. A edição da revista Science apresentou a tecnologia que faz uso minucioso através da análise genética, que ainda precisa de testes. O método poderá ser uma alternativa mais prática para diagnosticar a doença.

“A identificação precoce do cancro é algo fundamental para diminuir a mortalidade, pois os tumores são tratados mais facilmente antes de virar metástase”, disse o professor de oncologia e patologia do Centro de Câncer Johns Hopkins e um dos principais autor do estudo, Nickolas Papapdopoulos.

O exame desenvolvido pelos pesquisadores tem como principal foco oito tipos de tumores mais comuns, sendo de ovário, mama, pulmão, estômago, fígado, pâncreas, colorretal e esôfago.

Uma das motivações da equipe foi desenvolver uma alternativa de diagnóstico menos invasiva ao paciente, pois as tecnologias utilizadas atualmente usam procedimentos mais complexos.

Cientistas italianos e australianos colaboraram no desenvolvimento do método, que se chama CancerSEEK que significa uma análise no qual se verifica a presença de 16 genes de câncer e 10 níveis de proteínas circulantes e sinais biológicos de cancro nas amostras sanguíneas.

Os testes foram realizados com 1.005 pacientes com diagnóstico de tumores em fase pré-metastática, e em 850 pessoas saudáveis.

O exame identificou tumores com sensibilidade de 69% a 98% variando do tipo da doença, e em algumas ocasiões disponibilizou informações sobre o tecido do câncer, uma informação dificilmente encontrada em testes atuais.

Os pesquisadores acreditam que essa é uma ferramenta que poderá ser utilizada na análise de outros tumores também. Papadopoulos destaca que a sensibilidade do teste para outros cancros precisa de uma avaliação em futuros estudos. “Nossa pesquisa estabelece um fundamento conceitual de praticidade dos exames de sangue único e de análise múltipla, porém para estabelecer a utilidade clínica do CancerSEEK e demonstrar que ele salva as pessoas, será preciso estudos prospectivos de todos os tipos de tumor em uma grande parte da população. Será preciso estudos maiores para a exploração mais específica, com sensibilidade e refinamento do teste” defende ele.