Substância gerada por proteínas é responsável por alimentar o câncer

Uma nova pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Columbia, localizada nos Estados Unidos, descobriu que o câncer se alimenta de duas proteínas, que quando combinadas, se transformam em uma espécie de “droga”. Publicado pela revista Nature no dia 4 de janeiro de 2018, o estudo é de autoria de pesquisadores italianos.

Os cientistas explicaram que essa substância obtida através da união das duas proteínas chamadas de TACC 3 e FGFR 3, é responsável por alimentar os tumores do câncer, fazendo com que eles fiquem nutridos e cada vez mais forte. A substância tem efeito similar a uma droga, pois torna o tumor viciado na substância.

Segundo o resultado de conclusão da pesquisa, essas duas proteínas quando estão associadas acabam por acelerar o processo de produção de energia que o tumor se alimenta, fazendo com que a pessoa venha a desenvolver um câncer.

O líder da pesquisa, Antonio Lavarone, revelou sobre a pesquisa: “Agora sabemos que este gene de fusão é um dos mais comuns em todas as formas de câncer”. Lavarone ainda explicou que essa nova descoberta científica permite que os cientistas possam explorar a ideia de “novos objetivos terapêuticos para um tratamento mais eficaz do câncer”. Segundo Lavarone, ao destruir a substância no organismo o tumor deixará de se alimentar, o que fará com que ele pare de crescer e finalmente “morra de fome”. As perspectivas a partir desse estudo é de que a cura para o câncer possa ser feita com esse conceito simples.

Essa substância notada pelos cientistas foi observada em tumores no glioblastoma, que é atualmente o tipo de tumor cerebral considerado mais agressivo. Foi observando esse tumor que os pesquisadores puderam perceber que o tumor se alimenta da substância gerada pelas duas proteínas combinadas simultaneamente.

A hipótese dos cientistas é de que essas duas proteínas sejam responsáveis por alimentar os tumores de mama, pescoço e útero. Ainda há a especulação de que outros tumores espalhados pelo corpo possam se alimentar dessa substância gerada pelas duas proteínas, mas até o momento os cientistas consideram poder curar pelo menos alguns tipos de câncer.