Ministério da Saúde revela que 54,6% dos jovens estão infectados com o HPV

Em uma nova estimativa divulgada no dia 27 de novembro de 2017, o Ministério da Saúde apontou que o papilomavírus, também chamado de HPV, atinge cerca de 54,6% de toda a população brasileira da faixa etária entre 16 e 25 anos. Segundo o ministério, os dados são de uma pesquisa realizada a partir de todas as capitais brasileiras e do Distrito Federal.

A pesquisa do ministério envolveu um total de 7.586 usuários que participam do SUS – Sistema Único de Saúde, sendo que desse total apenas 2.669 jovens foram testados para identificar a presença do vírus. Dentre os casos confirmados de HPV, 38,4% dos pacientes apresentaram o tipo mais perigoso da doença que é capaz até mesmo de causar câncer.

Ainda sobre os casos confirmados da doença, a maioria dos usuários entrevistados declararam que estavam em uma união estável, sendo 41,9% deles em um namoro e 33,1% em um casamento ou morando com um parceiro.

Em uma média, os entrevistados iniciaram a vida sexual a partir dos 15,3 anos no caso das mulheres, e a partir dos 15 anos no caso dos homens. Já a data estimada para a primeira gestação na média dos entrevistados ficou em 17,1 anos.

Dentre as capitais que mais apresentaram contágio do HPV, o ministério informou que Salvador, Palmas e Cuiabá lideraram a lista, sendo 71,9%, 61,8% e 61,5% de infectados respectivamente. Já em relação às capitais com menor percentual de contágio da doença está Recife, que possui apenas 41,2% de jovens infectados pela HPV.

O papiloma vírus, que também é chamado de HPV na sigla em inglês, é o nome dado a um grupo característico de vírus que são transmitidos a partir da relação sexual, contato direto com mucosas infectadas ou ainda pela pele. Dentre as formas de prevenção de DSTs que existem atualmente, a camisinha feminina é a que mais protege contra o papiloma vírus por cobrir uma extensão maior do órgão sexual, contudo, o preservativo não anula completamente a transmissão do HPV.

Diferente do que ocorre com grandes infestações virais que são facilmente percebidas pela população, o HPV age de forma silenciosa no corpo dos pacientes. Sendo assim, o combate a doença é ainda mais difícil, pois as ações públicas nem sempre alcançam quem está infectado.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos portadores da doença desconhecem que estão infectados. Isso porque apenas 5% de todos os contaminados pelo HPV sofrem com algum efeito direto da doença. Dentre os efeitos mais comuns estão a formação de verrugas no órgão genital, na boca e na garganta. Contudo, as lesões causadas pelo vírus ocorrem na maioria das vezes internamente, como acontece com as mulheres que detectam lesões no colo do útero a partir dos exames de Papanicolau e de colposcopia.