Estudo detalha como o consumo de álcool aumenta o risco de câncer

Um novo estudo publicado pela revista científica “Nature” no dia 3 de janeiro de 2018, revelou detalhadamente os efeitos causados pelo consumo de álcool no aumento do risco do desenvolvimento do câncer. O estudo contou com testes em cobaias que auxiliaram em um detalhamento do caso.

A pesquisa feita pela equipe científica revelou que um subproduto contido nas bebidas alcoólica é responsável por causar danos permanentes no DNA das células-tronco presentes no sangue do indivíduo. Esse subproduto é chamado de acetaldeído, sendo ele um dos grandes malefícios das bebidas alcoólicas.

Diversos órgãos competentes já avaliaram que o consumo de álcool aumenta o risco de câncer. Para o Inca – Instituto Nacional do Câncer, a relação entre o consumo dessas bebidas está fortemente associada ao aumento do risco do desenvolvimento do câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, fígado, estômago, cólon, reto, intestino e o de mama na pré e na pós-menopausa.

Contudo, a pesquisa atual foi além e detalhou os efeitos causados pelo álcool no metabolismo de cobaias. A maioria das pesquisas relacionadas ao assunto apenas identificam estudos populacionais sobre pessoas com câncer e o consumo de álcool, mas poucas vão além e explicam em detalhes o que o álcool causa ao corpo humano.

Com o objetivo de identificar essa relação de forma detalhada, os pesquisadores que atuam no Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge, realizaram uma análise dos cromossomos e do sequenciamento de DNA de cobaias que ingeriram altas doses de bebida alcoólica.

Durante a análise do estudo, os pesquisadores identificaram que o acetaldeído, que é um subproduto causado pela metabolização do álcool, é responsável por danificar de forma permanente as células-tronco presentes no sangue. Segundo os pesquisadores, a substância gerada pelo próprio organismo ao metabolizar o álcool faz com que o DNA das células seja quebrado. Essa desordem no DNA faz com que os cromossomos se agrupem de forma aleatória, permitindo que o câncer se desenvolva.

Segundo o estudo, o achado dos pesquisadores é de extrema importância, pois trata-se de uma perda das células-tronco. Essas células se multiplicam mais rapidamente que qualquer outra no corpo humano, se elas estiverem danificadas há um risco maior do surgimento de tumores.