Estados Unidos venderá terapia genética que corrige cegueira por R$ 27 milhões

Os Estados Unidos irão fornecer terapia genética contra a degeneração hereditária da retina – condição que pode levar a cegueira total – por US$ 850 mil. O medicamento é administrado em uma única dose e corrige as mutações no gene que causa a cegueira. Esse gene conhecido como RPE65 fornece instruções para reações químicas da visão normal que são essenciais.

Em meio a debates sobre o preço alto dos medicamentos no EUA, especialmente os inovadores, o Luxturna ainda é o primeiro medicamento norte-americano baseado na terapia genética.

O custo do medicamento será de US$ 425 mil por cada olho, porém o preço final ficará abaixo de US$ 1 milhão, que era o estimado no início quando foi autorizado pela agência de medicamentos dos EUA, em dezembro de 2017. Os exames realizados para a comprovação da eficácia do Luxturna foi comparado em 9 de cada 10 pacientes testados, pelo menos durante um período de dois anos e meio, obtendo bons resultados.

Atualmente nos Estados Unidos, 2 mil pessoas vivem com a doença, que faz com que a pessoa perca a visão ao longo do tempo até virar uma cegueira completa.

O tratamento realizado em cada olho com o Luxturna é realizado em dias separados, com no mínimo seis dias entre os procedimentos cirúrgicos. Ele é realizado através de injeção subretiniana por um médico com experiência na realização de cirurgia intraocular. As reações adversas do tratamento vão de vermelhidão no olho até a catarata.

Os pacientes com tratamento não efetivo serão reembolsados pela empresa e os pagamentos serão autorizados por etapas, informou o France Presse. A empresa segue a tendência dos laboratórios de biotecnologia, e continua com enfoque adotado pelo Novartis, um laboratório na Suíça que comercializa o Kymriah, utilizado no tratamento de leucemia em crianças e adultos.

O medicamento Spinoza, também segue os padrões, que é utilizado para o tratamento de atrofia muscular desenvolvido pela Biogen, Ionis Pharmaceuticals e do Soliris, que trata doenças renais fabricado pela Alexion Pharmaceuticals. O preço médio de ambos é de US$ 750 mil.

O medicamento considerado como o mais caro do mundo é o Glybera utilizado para o tratamento de diversas doenças genéticas, comercializado pela grupo holandês UniQure por US$ 1 milhão.