Jorge Moll comenta o passado da Rede D’Or e o atual cenário do segmento no país

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Jorge Moll

Em debate realizado no evento Seminários de Gestão: Tendências e Inovação em Saúde, no mês de março (2017), em Porto Alegre (RS), o médico e empresário Jorge Moll, presidente do Conselho de Administração da Rede D’Or São Luiz relatou a história de sucesso da rede de hospitais que teve sua origem em uma clínica de exames e hoje conta com mais de 32 unidades espalhadas pelo país. Conforme declarou o médico: “idealista em medicina, comecei com equipamentos. Fizemos no Rio de Janeiro uma grande instituição de exames complementares, que era uma coisa que faltava muito”.

De acordo com Moll, o processo de expansão de seu empreendimento foi baseado na estratégia de ocupar espaços. Em sua narrativa, o médico revela que, no período compreendido entre o final do anos 1970 e início da década de 1980, a cidade do Rio de Janeiro era considerada a “capital da medicina no país”. Entretanto, nesta mesma época, os serviços hospitalares sofreram uma demasiada queda de qualidade – situação que viria a ser agravada alguns anos depois por conta do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante este cenário, Jorge Moll visualizou a necessidade de oferecer serviços médicos de excelência, mas não em único local: para o médico, no Rio de Janeiro urgia a necessidade de uma rede de hospitais que atendesse a várias áreas da cidade. Desta forma, surgiram as três primeiras unidades: Copa D’Or, Barra D’Or e Quinta D’Or.

Apesar do início complicado, Jorge Moll afirmou aos presentes no evento nunca ter desanimado. Segundo o médico, durante o período inicial de expansão eram as operadoras de planos de saúde que lucravam mais porque revertiam valores muito baixos aos hospitais. Todavia, hoje o médico desabafa orgulhoso: “a gente resistiu e cresceu!”. Ainda conforme revela Moll, foram pagos mais de R$ 1 bilhão de reais em impostos no ano 2016. Segundo o médico, a cifra expõe o tamanho da responsabilidade social incumbida em sua rede de hospitais.

Após a conversa sobre a jornada da Rede, o médico comentou sobre a atual crise econômica do país e como uma parcela substancial da população brasileira teve de migrar de planos de saúde mais completos para outros de cobertura reduzida ou mesmo para o SUS. Diante este panorama, Jorge Moll exibiu para o público o Modelo de Gestão Total da Saúde. Segundo o empresário, o objetivo é “oferecer saúde sem desperdício, com menor custo, utilizando, inclusive, a ociosidade dos hospitais para oferecer atendimento com custo mais baixo”. Desta forma, Moll objetiva auxiliar as operadoras a continuarem atuando no segmento hospitalar.

Ao final da palestra, Jorge Moll ainda declarou aos participantes que “a gestão dos hospitais é voltada para a qualidade, os diretores trabalham para isso”. De forma complementar, o médico e empresário ainda afirmou que a classe empresarial brasileiro precisa ser estimulada: “hoje (o empresário) é visto como vilão. É um erro muito grande, o empresariado precisa ser estimulado. Se o empresário desistir do Brasil, o país não tem como sobreviver”, declarou.